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O que existe na Área 51 e quem é Bob Lazar?

Atualizado: 21 de jun. de 2023


Deserto de nevada durante o dia com uma placa com a silhueta de um alienígena, indicando que ali perto na Área 51, existe a espécie.

A Área 51 é a Meca das especulações ufológicas. Há um tempo atrás, ela voltou aos holofotes graças a uma inusitada proposta: a de reunir todos aqueles que “questionam” os propósitos da base aérea americana, para uma visita forçada ao local.

Essa “ideia” surgiu em uma sexta à noite e invadiu a internet no fim de semana subsequente. Quem estava no Twitter naqueles dias, com certeza deve ter se deparado com algum meme sobre o assunto.

Então aperte os cintos, pois agora vamos mergulhar de cabeça dentro dessa história e adentrar os portões da Área 51, para tentar revelar seus segredos.

O resgate de alienígenas na Área 51


Essa maluquice toda começou quando a streamer de videogames SmyleeKun, achou que seria uma boa ideia criar um evento no Facebook propondo uma invasão em massa à Área 51 para “resgatar alienígenas”. Se todo mundo que interagiu com o evento aparecesse lá, seriam 2 milhões de pessoas indo até o remoto Condado de Lincoln, em Nevada, com o único propósito de invadir essa misteriosa área.

Com o nome “Assalto a Área 51, eles não podem deter todos nós”, o evento marcava para 20 de setembro de 2019 a realização dessa empreitada. E, na descrição, havia até um plano de ação: “Todos nos encontraremos na atração turística Área 51 Alien Center e coordenaremos nossa entrada. Se corrermos como o Naruto, podemos nos mover mais rápido que as balas deles. Vamos ver uns aliens”.

É claro que, mesmo em um evento normal, os números do Facebook não costumam corresponder à quantidade de gente disposta a aparecer de verdade. E a própria linguagem do evento deixava claro que ele não devia ser levado à sério.

Só que a história ganhou uma dimensão bem mais interessante (e ainda mais engraçada) quando a própria Força Aérea dos Estados Unidos, a responsável oficial pela Área 51, resolveu se pronunciar sobre o assunto.

A porta-voz da Força Aérea, Laura McAndrews, disse ao Washington Post, que não apenas as autoridades sabiam do evento, como também estavam preparadas para reagir: “A Área 51 é um campo de treinamento aberto para a Força Aérea dos EUA, e nós desencorajamos qualquer um de tentar entrar na área onde treinamos as forças armadas americanas. A Força Aérea dos EUA sempre está pronta para proteger o país e seus ativos”.

O que é que tem na Área 51?


Três discos voadores sobrevoando uma montanha no deserto de nevada perto da Área 51

A Área 51 é uma base militar de segurança máxima, localizada no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos, a 133 km de Las Vegas. Embora a instalação não seja acessível ao público, a região ao redor da Área 51 é um destino turístico popular, repleto de hotéis, museus e restaurantes com temática alienígena – em 1996, inclusive, a rodovia Rota 375, teve seu nome trocado para “Extraterrestrial Highway“.

Mas o auê turístico, lógico, tem um limite: aqueles que se aventuram muito longe nas terras em torno da base são recebidos com sinais de alerta indicando que poderiam ser multados ou até mesmo presos por invadir e tirar fotos.

Se essa área é envolta em mistérios extraterrestres, no entanto, grande parte dessa culpa é do próprio governo dos EUA. Para você ter uma ideia, o governo apenas confirmou a existência da área em 2013, quando a CIA liberou documentos sobre a base para um pedido de registro público pela Universidade George Washington. Antes disso, ninguém sequer admitia que existia um lugar chamado Área 51 – o que só deu força à lenda.

Essa história toda começou em 1955, em plena Guerra Fria, quando a base foi oficialmente criada. Acredita-se que o surgimento dela esteja intimamente ligado ao programa de desenvolvimento do avião espião Lockheed U-2, que chegaria a altas altitudes para conseguir espionar os soviéticos.

Um dos primeiros passos para tirar o avião do papel era encontrar uma localização secreta para realizar os testes da nova aeronave. Assim, o governo escolheu um local no deserto de Nevada, perto de uma boa pista de pouso.

Os primeiros testes do U-2 foram em 1955 mesmo, e com isso, já surgiram relatos de pessoas que diziam ter visto objetos voadores misteriosos. Quem sabia que era o U-2 não podia abrir a boca, pois o avião (e o programa) eram absolutamente secretos.

Como se já não bastasse, o governo ainda tentou justificar essas aparições “misteriosas” com histórias relacionadas a fenômenos naturais ou pesquisas meteorológicas. Essa lorota toda começou a dar lugar a suspeitas ufológicas.

O surgimento de Bob Lazar


As especulações chegaram ao auge no final da década de 80, quando o físico Robert “Bob” Lazar, foi à mídia dizendo ser um ex-funcionário da base militar. Ele categoricamente afirmou que sua função lá era realizar engenharia reversa em espaçonaves extraterrestres: o objetivo era se apropriar da tecnologia usada pelos aliens.

Daí para o surgimento de teorias de que os EUA estavam criando seres híbridos entre homens e ETs, foi um pulo. Alguns ex-funcionários da base confirmaram que faziam sim, engenharia reversa – mas em aviões de guerra estrangeiros, não em naves. Será?

Desde 2013, a CIA vem publicando informações sobre voos de teste que aconteceram no local ao longo dessas décadas, e os aspectos alienígenas dessas teorias teriam sido desmascarados. Mas há muitos que acham que isso não passou de uma cortina de fumaça para encobrir o verdadeiro propósito do lugar.

Quem é Bob Lazar?


Foto antiga de Bob Lazar dando uma explicação enquanto escreve com um giz em uma lousa.

Robert Scott Lazar, nascido em Coral Gables em 26 de janeiro de 1959, mais conhecido como Bob Lazar, é um físico norte-americano que se notabilizou pela polêmica causada nas discussões sobre OVNIs acerca da Área 51.

Lazar alega ter trabalhado de 1988 a 1989 como físico em uma área chamada S-4, perto de Groom Lake, Nevada, próximo à Área 51. De acordo com Lazar, a S-4 servia como um esconderijo militar para o estudo de discos voadores extraterrestres. Ele afirma ter visto nove discos diferentes no local. Também dá detalhes sobre o modo de propulsão das naves.

Não há relatos com mais profundidade no assunto, pois a CIA e o Exército Estadunidense não permitem tal exposição. Algo um tanto estranho para aqueles que se esforçam para desacreditar Lazar, dizendo que tudo não passa de uma bela invenção da cabeça dele.

Bob Lazar diz ter sido inicialmente introduzido ao trabalho na S-4 pelo Dr. Edward Teller. Sua tarefa consistia na investigação científica do sistema de propulsão de uma das nove aeronaves discóides. Em seu testemunho gravado, Lazar recorda-se que quando ele viu os discos pela primeira vez, concluiu que eram aeronaves terrestres secretas das quais os voos de teste deveriam ter sido responsáveis por muitos alertas de OVNIs.

Gradualmente, com um exame mais detalhado, concluiu que os discos eram de origem extraterrestre. Durante entrevistas para a rede de televisão KLAS-TV de Las Vegas, em 1989, Lazar explicou como esta impressão o atingiu inicialmente depois que ele embarcou na nave sob investigação e examinou seu interior.

O que é Moscóvio: o elemento 115?


Para a propulsão desses veículos espaciais, Bob Lazar explica como o elemento atômico 115, denominado cientificamente como Moscóvio, serviria de combustível nuclear. Em sua experiência, o elemento 115 providenciou uma fonte de energia que produziria antigravidade sob um bombardeamento de partículas.

Como o intenso campo de força nuclear do elemento 115 amplificado, o efeito resultante seria a distorção do campo gravitacional circundante. Um veículo produzindo tal distorção, poderia alterar sua própria relação com o espaço ao seu redor - permitindo-o encurtar dramaticamente a distância entre ele próprio e um destino mapeado. Algo bem próximo do que seria a “velocidade de dobra” abordada na série Star Trek.

Lazar atribuiu a falta do elemento 115 na Terra ao fato da supernova na região terrestre da galáxia, ter sido insuficientemente massiva para produzir núcleos dessa densidade. Ele postula que outras partes do universo poderiam ser ricas neste elemento. Aliás um elemento que foi adicionado a tabela periódica, diga-se de passagem.

Em 2004 um time de cientistas russos e americanos teve sucesso na produção do elemento 115 como um isótopo instável, confirmando a existência de tal átomo. Em 1989, Lazar indicou que estoques do desconhecido elemento 115, devem ter sido um presente de uma civilização extraterrestre para ser usado como combustível em nossos próprios veículos.

Em novembro de 1989, Lazar apareceu em uma entrevista especial com o repórter investigativo George Knapp na estação de televisão KLAS de Las Vegas, para falar sobre os vários aspectos e implicações de seu trabalho no departamento S-4.

De acordo com certas organizações de investigação de OVNIs - das quais o Disclosure Project, criado pelo Dr. Steven M. Greer, é o mais bem conhecido - os experimentos com propulsão antigravitacional e engenharia reversa de espaçonaves extraterrestres estão certamente sendo executados em projetos militares secretos. O Tenente-Coronel Philip J. Corso (1915-1998) é considerado por ser o primeiro e mais importante diretor em tais operações.

Bob Lazar atualmente


Bob Lazar administra uma companhia de suprimentos científicos com base em Albuquerque, Novo México, chamada United Nuclear. A empresa vende uma grande variedade de materiais incluindo minérios radioativos, ímãs poderosos, curiosidades científicas como o aerogel e uma série de químicos. A United Nuclear alega ter "mais de 250.000 clientes satisfeitos" incluindo escolas e cientistas amadores.

O site da empresa também faz propaganda de um kit protótipo que adapta veículos normais de estrada ao combustível de hidrogênio. A United Nuclear diz que os kits estão sendo segurados devido às ações da Comissão de Segurança do Consumidor e do Produto.

Uma reportagem de 2006 na Wired Magazine, afirmou que Lazar e sua esposa e o agente de negócios Joy White, foram presos em junho de 2003 por vender produtos químicos que poderiam ser utilizados na fabricação de fogos de artifícios. O casal foi acusado em 2006 por graves violações ao Ato Federal de substâncias perigosas.

Lazar e Gene Huff também administram a Desert Blast, um festival anual de "explosivos" no Deserto de Nevada. Tendo começado em 1987 (mas nomeada oficialmente em 1991, inspirada pela Operação Tempestade do Deserto — Desert Storm — da Guerra do Golfo), o festival apresenta explosivos caseiros, foguetes e outras pirotecnias com a intenção de enfatizar a parte divertida da Física.

Os questionamentos ligados a veracidade dos relatos de Lazar


As indicações de Lazar têm sido criticadas como infundadas. Seu verdadeiro conhecimento sobre ciência tem sido questionado. O físico David. L. Morgan, por exemplo, critica como "em nenhuma ocasião o Sr. Lazar reconhece que seu cenário viola as leis da física como as conhecemos, e em nenhuma ocasião ele oferece algum indício de novas teorias que tornariam seu mecanismo possível.”

Algum ceticismo científico sobre o relatório de Lazar se baseia no fato de que enquanto o elemento 115 ocorre em uma escala numérica atômica para maior estabilidade, experimentos terrestres para produzi-lo indicam uma meia-vida da ordem de segundos e não anos.

Lazar contra-argumenta que um isótopo obtido somente sob formações estelares distantes, pode ser mais estável do que um resultante da colisão de elementos estáveis através de meios convencionais. Lazar enfatiza que a física nuclear está evoluindo rapidamente e que os cientistas logo estarão capacitados para produzir isótopos estáveis daquele elemento, oficialmente.

Lazar diz ainda ter graus avançados do Instituto Tecnológico de Massachusetts e do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Entretanto, de acordo com investigações, seu nome não aparece no registro de alunos de ambas as instituições. O livro de registros sequer contém fotos de identificação ou outras referências a Bob Lazar. Lazar alega que isto é resultado de uma intervenção do governo para apagar sua identidade passada.

Em seu website comercial United Nuclear, Lazar escreve na sessão “sobre”, que "tinha anteriormente trabalhado no Laboratório Nacional de Los Álamos (especificamente nas instalações Meson Phisics, envolvido com experimentos utilizando o Acelerador de Partículas Linear de meia-milha de comprimento"

Os críticos argumentam que o Laboratório Nuclear de Los Álamos não poderia apoiar essa alegação: o laboratório experimental negou inclusive ter empregado Lazar. Mas o repórter investigativo George Knapp, encontrou o nome de Lazar no livro de telefones do laboratório, indicando que Lazar realmente trabalhou lá como técnico.

Entretanto, a lista possuía números de telefone de funcionários e também de terceiros, onde Stanton Friedman alega que Lazar trabalhou como técnico para Kirk Meyer, um fornecedor externo ao laboratório.

Stanton T. Friedman, um físico e pesquisador de OVNIs, concentra-se principalmente na discrepância da educação de Lazar. Friedman afirma que a transcrição da Escola Secundária de Lazar mostra que ele terminou "em antepenúltimo lugar na sua classe", tornando-o um candidato improvável para o MIT.

Friedman também cita evidências de que Lazar estava registrado no Los Angeles Pierce College ao mesmo tempo em que alega estar trabalhando em seu grau do MIT. Entretanto, a distância entre as escolas é de mais de 4000 quilômetros.

O que se sabe até agora sobre extraterrestres?


Difícil saber qual a verdade. Por enquanto talvez não seja possível acreditar, mas também não se pode desacreditar os relatos de Lazar, uma vez que é sabido o quanto agências de 3 letras e governos agem, quando querem “apagar rastros”.

O que se sabe hoje, é que existem inúmeros documentos e vídeos sendo revelados por organizações militares como o próprio Pentágono, outras pela NASA, além de comissões em andamento no senado americano a respeito do avistamento de OVNIS. Por isso o negócio é acompanhar para sabermos que desfecho tudo isso terá.


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